Aproximadamente 1200 venezuelanos deixaram neste domingo (19) o acampamento onde estavam abrigados no Brasil, no distrito de Pacaraima, em Roraima. A informação foi confirmada pelo coronel Hilel Zanatta, responsável do exército pela operação Acolhida, que recebe os estrangeiros que estão fugindo da ditadura venezuelana de Nicolás Maduro. A fronteira, por onde passam atualmente cerca de 800 estrangeiros por dia, permanece aberta, mas o fluxo de imigrantes caiu pela metade, afirmou Zanatta.

Os fatos aconteceram depois de um tumulto registrado no sábado. O incidente começou depois que o comerciante Raimundo Nonato de Oliveira, de 55 anos, foi assaltado e agredido na sexta-feira (17).

Com a suspeita de que o fato havia sido cometido por um grupo de venezuelanos, um grupo de moradores decidiu protestar no acampamento. Em retaliação ao ocorrido, moradores de Pacaraima se organizaram por redes sociais e atacaram acampamentos de venezuelanos. Os locais foram destruídos, queimados e os imigrantes foram mandados embora da cidade.

A segurança no município foi reforçada pela PM e 60 homens da Força Nacional devem chegar à região na segunda. Neste domingo, o presidente Michel Temer se reuniu com ministros para avaliar a situação da fronteira. O governo federal ainda busca uma solução para os fatos.

Da Redação com G1

(Foto: Agência Brasil)

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