O homem que esfaqueou o candidato Jair Bolsonaro, do PSL, foi transferido neste sábado (8) para a penitenciária federal de segurança máxima de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. A Justiça autorizou a quebra do sigilo de dados dos celulares e do computador de Adélio Bispo de Oliveira para rastrear mensagens, ligações e anotações feitas por ele antes do ataque.

Adélio Bispo de Oliveira foi transferido neste sábado de Juiz de Fora para Campo Grande. Ele chegou perto das 13h, horário de Brasília, e está num presídio federal. A transferência dele foi autorizada na sexta-feira (7) pela juíza federal Patricia Alencar. Ela converteu a prisão de Adélio em preventiva por considerar que ele representa risco à sociedade.

Na decisão, a juíza transcreveu trechos do depoimento que a Polícia Federal considerou como sendo de uma pessoa perturbada. Quando perguntado sobre a motivação do crime, Adélio disse que recebeu uma ordem de Deus para tirar a vida de Bolsonaro. Declarou também que “não foi contratado por ninguém para atentar contra a vida do candidato e que não recebeu o auxílio de ninguém”.

No inquérito sobre o atentado contra Bolsonaro, os investigadores querem saber se Adélio recebeu ajuda, se agiu sozinho e como estava se mantendo financeiramente há 15 dias em Juiz de Fora, cidade onde aparentemente não tem vínculos. A PF terá acesso ao conteúdo de quatro celulares e um notebook. Os aparelhos foram apreendidos com ele e na pensão onde Adélio se hospedava. Os policiais vão analisar ligações que ele fez e recebeu, mensagens trocadas em aplicativos de conversas, anotações no celular e no notebook e todas as outras informações gravadas na memória dos aparelhos.

Investigadores descobriram que Adélio tem 39 registros de empregos em várias cidades diferentes, por curtos períodos, com remuneração de um salário mínimo. O último emprego foi de garçom. A PF apura se hoje Adélio vive de seguro-desemprego, como ele alegou. O Ministério Público Federal está rastreando esses dados para entender o modo de vida de Adélio e de onde vem o dinheiro dele. A PF deve terminar o inquérito em dez dias.

Da Redação com G1

Foto: Reprodução

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