Um menino japonês de 2 anos, que desapareceu no último domingo durante um passeio com seu irmão e avô, foi encontrado são e salvo nesta quarta-feira (15), após passar três dias perdido em bosque na ilha de Suo-Oshima, no sudoeste do Japão. Seu desaparecimento estampou as páginas de todos os jornais do país.

“O menino foi encontrado e levado para o hospital”, afirmou nesta quarta Katsuya Emoto, funcionário da prefeitura da ilha.

O menino, Yoshiki Fujimoto, era procurado por dezenas de voluntários e cerca de 160 policiais. Foram mobilizados drones com câmeras ópticas e térmicas, assim como cães e helicópteros.

Aparentemente, ele sobreviveu bebendo água de um rio. Um calor úmido afetou a região nos últimos dias, chegando a 34ºC.

“Não tem ferimentos importantes, apenas alguns arranhões e alguma desidratação. E poderá deixar rapidamente o hospital”, afirmou Hiroyuki Nishihara, do hospital onde o garoto foi internado.

O menino foi encontrado por um voluntário de 78 anos, que chegou de uma província vizinha para participar da busca em massa. “Gritei ‘Yo-chan’ (sufixo usado no Japão para os meninos), e ele respondeu ‘sim, aqui'”, relatou Haruo Obata às emissoras de televisão.

O menino foi encontrado a algumas centenas de metros do local onde seu rastro havia sido perdido. Ele estava sentado em uma pedra, com os pés descalços. “No início, não pensei que fosse uma figura humana”, disse Obata à imprensa. “Mas era ele. Pensei que meu coração fosse parar”, acrescentou.

Aniversário na floresta

O pequeno, que completou dois anos na última segunda-feira, quando já havia se perdido. Ele foi passear no domingo com o irmão e seu avô. O avô o deixou voltar sozinho para sua casa, a cerca de 100 metros de distância, onde era esperado pela mãe. No entanto, o menino não foi mais visto.

Emocionada, a mãe do menino disse que o abraçou “muito forte”.

“Estou tão agradecida que meu filho tenha sido encontrado são e salvo. Agora está dormindo, parece aliviado, mas cansado”, acrescentou Mio Fujimoto, em entrevista a uma emissora local.

“Tudo o que podemos fazer agora é agradecer a todos os voluntários do fundo dos nossos corações”, afirmou o avô do menino.

G1

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