Morreu na manhã desta terça-feira (31) o jurista e também político, Hélio Bicudo, 96. Fundador do Partido dos Trabalhadores, o nome dele ganhou ainda mais notoriedade em 2015 com a coautoria do pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Professor universitário por muitos anos, Bicudo faleceu em sua casa, nos Jardins, em São Paulo.

Na vida pública, o advogado foi Ministro Interino da Fazenda durante o governo João Goulart, Secretário Municipal de Negócios Jurídicos de São Paulo entre 1989 e 1991, Deputado Federal por dois mandatos (1991-1999) e vice-prefeito de São Paulo na gestão Marta Suplicy. Ele ocupou as fileiras do PT até 2005, quando desfiliou-se depois do escândalo do Mensalão. A partir daí, afastou-se cada vez mais do partido que ajudou a fundar.

Conhecido também por sua atuação no campo dos Direitos Humanos, especialmente enquanto promotor e também na Fundação Interamericana de Defesa dos Direitos Humanos (FidDH), entidade que atuou junto à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, que ele também presidiu em 2000.

Em 2015, protocolou na Câmara Federal o pedido de impeachment que resultou na deposição da então presidente Dilma Rousseff, pedido que recebeu apoio de vários juristas, entre eles o ex-ministro Miguel Reale Júnior, como também de movimentos sociais e de grande parcela da população.

O jurista vinha com a saúde debilitada desde 2010, quando sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC). A situação ficou ainda mais frágil com a morte da esposa, Déa Bicudo, em março deste ano, depois de 71 anos de casamento. Hélio Bicudo deixa sete filhos, além de netos e bisnetos.

 

Da Redação

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

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