Depois de 16 horas de debate, o Senado da Argentina rejeitou nesta madrugada (9) o projeto de lei que legalizaria o aborto no país. O placar foi de 38 votos contrários a lei e 31 a favor da legalização, além de duas abstenções. A proposta havia sido aprovada na Câmara por apenas quatro votos de diferença.

Na proposta, quem quisesse poderia praticar o aborto até as 14 semanas de gravidez. O texto ainda previa que o Estado deveria cobrir os custos – procedimento, medicamentos e tratamento. Atualmente o aborto é crime no país, com exceção de casos de estupro. A pena é de quatro anos de prisão para a mulher e também para o médico.

Milhares de pessoas acompanharam a votação nos arredores do Senado argentino. Depois da votação, alguns militantes pró-aborto chegaram a entrar em confronto com a polícia, lançando garrafas, pedras e coquetéis molotov. Oito pessoas foram presas, segundo a imprensa local.

Com a derrota, o tema não poderá ser debatido durante este ano parlamentar, ou seja, novos projetos que legalizem o aborto só poderão ser apresentados a partir de março de 2019, quando retornarão os representantes argentinos, depois do recesso do final do ano. A reprovação do projeto na Argentina trouxe impactos no Brasil, que também está debatendo esse tema. Grupos pró-vida deverão usar o fato para manter o pais no grupo de 124 nações que proíbem a prática.

 

Da Redação

Foto: Luciano Ingaramo/Comunicació—n Senado

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