Crise é uma palavra que passa longe, muito longe dos poucos bancos que monopolizam o mercado no Brasil.

As quatro instituições que concentram a atividade, Itaú, Bradesco, Santander e Banco do Brasil (único estatal nessa avaliação) tiveram um hiper lucro de R$ 16,8 bilhões só nos meses de abril, maio e junho de 2018.

As explicações para essa fortuna são muitas, vão desde o chamado spread bancário (valor entre o que os bancos pagam quando pegam dinheiro emprestado e o que eles cobram para os consumidores), as nunca explicadas convicentemente tarifas bancárias, os juros campeões do mundo do cartão de crédito e do cheque especial (em torno de 300% ao ano, um verdadeiro assalto a mão desarmada), o fechamento de agências e demissão em massa de funcionários (transferindo os serviços para os correntistas que hoje praticamente trabalham de graça para os bancos nos caixas eletrônicos) e as operações via internet com custos praticamente zero.

Mas a principal causa nunca é revelada, essa informação sempre fica de fora quando os analistas tentam explicar esse lucro estratosférico num cenário de crise permanente com alto índice de desemprego (cerca de 13 milhões de brasileiros procuram trabalho e não encontram), salários achatados, cortes nos investimentos do governo.

A principal causa do permanente e sempre crescente lucro dos pouquíssimos bancos brasileiros é a falta de concorrência. Só para se ter uma ideia desse descalabro, nos Estados Unidos existem 15 mil bancos disputando no mercado, aqui são apenas 6, sim SEIS! Quatro privados e dois estatais. Fica a pergunta: até quando?

 

Da Redação com G1

Foto: Marcos Santos/ USP IMAGENS

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