O ministro Dias Toffoli esteve na quinta-feira (23) com o presidente Michel Temer e com o ministro Luiz Fux para uma reunião e Toffoli sugeriu que Temer desvinculasse o salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal ao teto do funcionalismo público federal. Como próximo presidente do STF, Toffoli defendeu que isso impediria o “efeito cascata” dos aumentos.

Em 8 de agosto, os ministros do STF se reuniram e aprovaram a proposta de aumento dos próprios salários em 16,38%, o que representaria um acréscimo de R$ 5,6 mil nos salários que já são R$ 33,7 mil. Nos dias seguintes outras categorias também iniciaram as reuniões para aumento de salário.

Por outro lado a população reprova. Nas redes sociais, usuários questionaram se a sugestão não seria vetar o aumento. “Nossos impostos seriam melhor aplicados se fossem pra saúde e não pra super-salários”, diz um tweet.

A ideia de Toffoli, que votou favorável ao aumento (veja como votou cada ministro no final desta reportagem) impediria o “efeito cascata”. Na prática ele funciona assim: Sendo o teto do funcionalismo, o salario dos ministros serve também como “régua” para os servidores que tem acúmulo de benefícios. Se aumentam os salários, a “régua” também sobe. A desvinculação impediria isso.

Isso ainda deve ser avaliado por Temer. Na reunião, também se discutiu a possibilidade de cortar o auxílio-moradia dos magistrados como forma de se reduzir o impacto no Orçamento Federal do reajuste dos salários dos ministros. Essa proposta será discutida em reuniões a serem marcadas entre técnicos do governo e do Judiciário.

 

* Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio, Luís Roberto Barroso, Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Luiz Fux e Alexandre de Morais foram a favor. Carmen Lúcia, Celso de Mello, Rosa Weber e Edson Fachin votaram contra

Da Redação com G1

Foto: Carlos Humberto/SCO/STF

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