O candidato à presidência da República pelo PSL, Jair Bolsonaro, foi esfaqueado na região do abdômen enquanto cumpria uma atividade de campanha em Juiz de Fora (MG) nesta quinta-feira. A informação foi confirmada pela Polícia Militar de Minas Gerais. Bolsonaro foi levado para a Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora.

No momento da confusão, o candidato estava em um corpo a corpo com eleitores na região do Parque Halfald. Nas imagens é possível ver o momento em que o candidato é golpeado. Uma pessoa foi presa.

A Polícia Federal (PF) abriu um inquérito para investigar o caso, mas confirmou a prisão. Em nota, a PF afirmou: “[Bolsonaro] contava com a escolta de policiais federais quando foi atingido por uma faca durante um ato público na cidade de Juiz de Fora (MG). Adélio Bispo de Oliveira foi preso em flagrante e conduzido para a Delegacia da PF naquele município. Foi instaurado inquérito policial para apurar as circunstâncias do fato”.

Segundo o deputado estadual Flavio Bolsonaro, o ferimento foi superficial e o candidato passa bem. Apesar disso, o hospital informou que exames iniciais indicaram problemas no fígado e possivelmente na alça do intestino. Posteriormente a lesão no fígado foi descartada e a equipe médica confirmou lesões no intestino. Até o fechamento desta reportagem, o presidenciável ainda estava na mesa de cirurgia.

O agressor foi filiado ao PSOL de Uberaba (MG). Ele esteve entre os filiados à legenda entre 2007 e 2014, quando pediu para deixar o partido. As informações constam do registro de filiados junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele está sob custódia e a faca foi apreendida.

Segundo o comandante do 2º Batalhão da PM de Juiz de Fora, tenente-coronel Marco Antônio Rodrigues de Oliveira, o suspeito “alegou que tentou ferir o candidato Jair Bolsonaro por ter divergências de ideias e pensamentos com ele. Ele não tem nenhuma filiação partidária. Falou que [foi] uma questão pessoal dele. Depois não manifestou mais nada”.

Imagens que circulam nas redes sociais mostram o candidato na mesa de cirurgia.

O tema repercutiu entre autoridades e candidatos. O presidente Michel Temer classificou o atentado como lamentável. “Se Deus quiser o candidato Bolsonaro passará bem, temos certeza que não haverá nada mais grave, esperamos que não haja nada mais grave”, acrescentou o presidente. Veja abaixo o que disse cada presidenciável.

João Goulart Filho (PPL): “Repudiamos todo ato de violência contra qualquer ser humano. Quem já sentiu na carne a crueldade da violência não pode compactuar com tais atos. Esperamos uma apuração célere e punição exemplar dos responsáveis.”

Vera Lúcia (PSTU): “Deve ser totalmente repudiada a agressão com uma faca ao candidato Jair Bolsonaro (PSL). Consideramos inaceitável esse tipo de coisa em meio à disputa eleitoral em curso. O PSTU acredita também que a pregação do próprio Bolsonaro a favor de resolver tudo à bala, de ‘fuzilamento dos petralhas’, entre outras mensagens de ódio, acaba por estimular este tipo de atitude da qual ele agora é vitima, embora não a justifique.”

Da Redação

Foto: Reprodução

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Por favor digite o seu nome