A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) viu o número de deputados cair depois de mais um desdobramento da Operação Lava Jato, a Operação Furna da Onça, caso que também ficou conhecido como o “Mensalinho da Alerj”. As investigações apontam que os envolvidos recebiam propinas mensais que variavam de R$ 20 mil a R$ 100 mil – além de cargos – para votar de acordo com o interesse do governo.

Nesta terça (13), o PSOL protocolou o pedido de cassação contra os dez deputados que foram presos. São eles: André Corrêa (DEM), Chiquinho da Mangueira (PSC), Coronel Jairo (MDB), Luiz Martins (PDT), Marcelo Simão (PP), Marcos Abrahão (Avante), Marcus Vinícius Neskau (PTB), Edson Albertassi (MDB), Jorge Picciani (MDB) e Paulo Melo (MDB) – os três últimos já estavam presos.

“Há diversos e contundentes elementos de convicção (…) do recebimento de vantagens indevidas em razão dos cargos que ocupam como deputados estaduais”, diz o texto do PSOL. “A expectativa que realmente a mesa diretora, após receber a representação, dê o encaminhamento, como deve ser feito de acordo com o regimento da casa. Precisamos responder para a sociedade porque a Alerj está sendo chamada de propinolândia. Diante da prisão de quase 15% da casa é necessário que a Alerj aja de acordo com a apuração, se é verdade ou não”, afirmou o deputado Eliomar Coelho (PSOL), que assina a peça.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), o “mensalinho da Alerj” movimentou ao menos R$ 54 milhões.

Da Redação

Foto: Reprodução

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Por favor digite o seu nome