O candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL), parece navegar em “céu de brigadeiro” após o Instituto Datafolha divulgar na noite de quarta-feira (10) a primeira pesquisa sobre o segundo turno da eleição presidencial. O capitão reformado do Exército possui 58% dos votos válidos, contra 42% do seu adversário, Fernando Haddad, do Partido dos Trabalhadores.

Mesmo com uma diferença confortável, em termos de margem percentual, o diretor do instituto Datafolha, Mauro Paulino, em entrevista à GloboNews, disse que ainda é possível uma virada de Fernando Haddad  sobre o líder Jair Bolsonaro .

“É difícil a virada, mas não é impossível”, afirmou Paulino ao lembrar da “grande virada” em 1998 de Mário Covas (PSDB) sobre Paulo Maluf (PBB). O diretor do Datafolha, pragmático, explicou que o marketing político e a conduta dos candidatos no segundo turno serão pontos cruciais para o sucesso ou derrota nas urnas.

Estratégia de Bolsonaro para o segundo turno

A campanha de Bolsonaro pretende reforçar candidato como antipetista no programa eleitoral, agora com o mesmo tempo do rival. Em parte, a estratégia será focada em desconstruir a imagem que os adversários atribuem a ele, de fascista, racista e misógino. O objetivo, segundo Bolsonaro, é tornar o clima mais calmo na campanha. “O discurso é de união. Queremos unir o Brasil e pacificar”, destacou.

As munições do candidato, no entanto, não devem ser somente flores e diálogo. Bolsonaro declarou que não vai se transformar em “Jairzinho paz e amor” para tentar abocanhar mais votos. Para o cientista político Antônio Flávio Testa, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que colaborou no programa de Bolsonaro, é uma clara sinalização de que parte da tática de campanha será voltada para atacar o PT. “Assessores deverão sugerir concentrar os ataques nos escândalos de corrupção em que o partido está envolvido e reforçar a crise econômica e aumento do desemprego no governo (da ex-presidente) Dilma”, ponderou

Haddad fica longe de Lula e do vermelho petista

Percebendo fatores adversos, a equipe que assessora Fernando Daddad começou a mudar o “esquadro” da comunicação visual.  O PT divulgou, na tarde da quarta-feira (10), a nova logomarca da campanha petistas à Presidência da República, nas cores verde, amarela e azul, sem o nome do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva. No guia eleitoral, Haddad fica mais “paz e amor”, buscando coroar apoio da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Na imagem, aparece apenas o nome de Fernando Haddad, candidato à Presidência, e de Manuela D’Ávila, vice na chapa. Nas peças do primeiro turno da disputa, o nome de Haddad era diretamente associado a Lula com a frase “Haddad é Lula” na cor vermelha, característica do PT.

 

Da Redação com informações do G1

 

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