A entrevista do candidato Jair Bolsonaro ontem no Jornal Nacional da TV Globo foi um primor de revelações que serviu para esclarecer ainda mais as formas e mecanismos que a camaleônica rede de televisão utiliza ao longo de mais de meio século para garantir as polpudas verbas da publicidade oficial em seus cofres.

Nos anos 1970, antes das transmissões via satélite, a Tv Globo do Rio tinha um programa diário que era como um editorial das Organizações Globo. Quem comandava esse programa de fim de noite era o Dr. Edgard Erikson, nele havia uma espécie de prestação de contas dos atos e ações do governo militar, não raramente o general Syzeno Sarmento, a época comandante do Centro de Operações de Defesa Interna (CODI), aparecia ao vivo no programa para relatar as prisões e mortes dos terroristas que faziam oposição armada ao regime. Num desses programas, um jovem terrorista preso fez um mea culpa ao vivo diante das câmeras da Globo como parte de uma delação premiada. As gravações desses programas, se é que existiram, devem repousar hoje no fundo da baía da Guanabara.

Mas o apoio irrestrito e de primeira hora da emissora da família Marinho ao regime militar não se restringia a esse editorial diário. Aos domingos, no horário nobre onde hoje é apresentado o Fantástico, eles exibiam o programa “Amaral Netto, o repórter”, uma exaltação de 60 minutos dos feitos do governo na área de infraestrutura: estradas, hidroelétricas, portos, ferrovias, telecomunicações.

Hoje, cuspindo no prato em que comeu e se estruturou para ser o que é, além de trair sem o menor pudor a memória do seu fundador, a TV Globo renega seu próprio gênesis e, a partir da entrada da esquerda petista no poder (2003), passou a dizer que foi “um erro” o apoio ao governo militar (apoio ratificado pelo patriarca da empresa em antológico editorial de capa do jornal O Globo publicado em 1984).

Pois bem, esse tema voltou a ser tocado na entrevista desta terça-feira e o candidato Bolsonaro, tal qual a criança do conto de Hans Christian Andersen, mostrou de novo que “o rei está nu”. Foi um vexame total que obrigou, mais uma vez (a primeira foi na Globo Nnews) o âncora William Bonner a ler a patética e temporã desculpa esfarrapada de sempre. O resultado da patacoada pode ser visto nas dezenas de memes que circulam na internet sobre esse episódio.

Com um discurso baseado na verdade, na honestidade, na moral e na honra, Bolsonaro granjeia a cada aparição na tv dos Marinho milhares de apoiadores para sua campanha, ontem mesmo, após a entrevista, houve buzinado, apupos, aplausos, gritos, e assovios em vários bairros do Rio de Janeiro (material que pode ser conferido no Facebook) numa verdadeira ovação ao candidato que já é chamado pelo povo como “ Capitão da Esperança”.

Neste cenário de trevas em que está mergulhado o Brasil, Bolsonaro aparece como um segundo sol trazendo uma nova luz que ilumina os caminhos das mulheres e homens de bem e encandeia cegando àqueles que insistem em permanecer do lado do mal.

Avante!

 

por Ferreira Filho

Foto: Reprodução/Instagram/Julian Lemos

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