O presidente eleito Jair Bolsonaro confirmou nesta quarta-feira (14), pelo Twitter, que propôs melhorias no programa “Mais Médicos”. Segundo o Bolsonaro, o novo modelo teria aplicação de teste de capacidade para os profissionais, salário pago integralmente aos médicos – atualmente o valor é pago ao governo cubano, que faz o repasse – e a liberdade para que eles possam trazer suas famílias para o Brasil. O Ministério da Saúde Pública (Minsap) de Cuba não concordou com os termos e avisou que vai sair do programa.

“Diante desta lamentável realidade, o Ministério da Saúde Pública (Minsap) de Cuba tomou a decisão de não continuar participando do programa ‘Mais Médicos’ e assim o comunicou à diretoria da OPS (Organização Pan-Americana da Saúde) e aos líderes políticos brasileiros que fundaram e defenderam esta iniciativa”, disse a nota de Cuba.

Ao longo dos últimos anos, o programa tem sofrido diversas críticas, como o fato de os salários do médicos estrangeiros ser menor e, no caso de Cuba, não ser pago diretamente ao profissional. Em 2015, por exemplo, foi necessária a troca de 30% do contingente que veio atuar no Brasil. Além disso, há relatos de abandono dos postos de trabalho e mal atendimento.

Fora do programa “Mais Médicos”, os profissionais que se formam no exterior só podem atuar no Brasil com a comprovação das habilidades, que é feito através da prova Revalida. Esse é o teste de capacidade a qual o presidente eleito se referiu no Twitter e também integraria o “Mais Médicos” – criado em 2013 pelo governo federal.

 

Da Redação

Foto: Karina Zambrana/ASCOM/MS

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