A eleição no último domingo (7) revelou diversas surpresas no quadro político nacional, especialmente no senado. Dos 54 senadores que se elegeram em 2010, 32 tentaram manter-se na vaga, mas apenas oito conseguiram sucesso nas urnas. Entre os que não se reelegeram estão o presidente e o vice-presidente do senado, Eunício Oliveira (MDB-CE) e Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), respectivamente.

Além destes, outros nomes históricos no Congresso Nacional não conseguiram convencer o eleitorado: Chico Alencar (PSOL-RJ), Cristovam Buarque (PPS-DF), Darcísio Peroni (MDB-RS), Magno Malta (PR-ES), Miro Teixeira (Rede-RJ), Roberto Requião (MDB-PR) e Romero Jucá (MDB-RR). Todos eles deram alguma justificativa. Veja abaixo.

  • Cássio Cunha Lima (PSDB-PB): O tucano ficou em quarto lugar na disputa pelas duas vagas da Paraíba, inclusive atrás do deputado petista Luiz Couto. Segundo ele, a derrota veio por não ter feito “concessões ao populismo ou à irresponsabilidade”.
  • Chico Alencar (PSOL-RJ): Ele recebeu 1.281.373 votos, mas ficou ter quinto lugar. Ele atribuiu a derrota a “um tsunami da extrema-direita”. No Rio de Janeiro foram eleitos Flávio Bolsonaro (PSL) e Arolde de Oliveira (PSD).
  • Cristovam Buarque (PPS-DF): Senador há 16 anos, Buarque perdeu a vaga para a ex-jogadora de vôlei Leila (PSB) e Izalci Lucas (PSDB). Ele foi favorável ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, à reforma trabalhista, à PEC do teto de gastos e à reforma da previdência. Esses fatores teriam desagradado o eleitor. Ele afirmou que não deve concorrer novamente.
  • Darcísio Peroni (MDB-RS): Defensor de Temer e vice-líder do governo na Câmara, Peroni completa 24 anos como deputado em dezembro. Ele colocou a culpa no povo: “O povo não entendeu a necessidade das reformas. No Rio Grande do Sul, o fenômeno Bolsonaro pesou muito na última semana. Parecia que os nomes apoiados por Bolsonaro tinham um bênção divina”.
  • Eunício Oliveira (MDB-CE): Uma das maiores surpresas. O atual presidente do senado ficou em terceiro lugar, com uma diferença de 11,9 mil votos para o segundo colocado, Eduardo Girão (PROS). Ele agradeceu os votos e disse que recebe “com reverência e respeito” o resultado das urnas.
  • Magno Malta (PR-ES): Ungido por Bolsonaro no Espírito Santo, Malta não conseguiu ir para o terceiro mandato no senado. Segundo ele, essa foi a “vontade de Deus”. “Não tem desculpa para nada disso. ‘Ah, o Magno Malta viajou, foi cumprir agenda de Bolsonaro, abandonou a campanha’. Não, não, esquece. Tudo foi feito, tudo direito. O comando da vida é de Deus”, afirmou.
  • Miro Teixeira (Rede-RJ): Depois de 44 anos na Câmara, Teixeira tentou uma das vagas do senado, mas ficou em sétimo lugar. Flávio Bolsonaro (PSL) recebeu 4,3 milhões de votos e Arolde de Oliveira ficou com a segunda vaga e o voto de 2,3 milhões de pessoas. Ele também afirmou que o fenômeno Bolsonaro também indicou o resultado no Rio.
  • Roberto Requião (MDB-PR): Seguindo o candidato, ele foi “atropelado” por informações falsas nas redes sociais, pela “onda Bolsonaro”, por ter se posicionado contra a prisão de Lula e por pesquisas que não traduziam a realidade. Ele ficou em terceiro, atrás do Professor Oriovisto (Podemos) e de Flávio Arns (Rede).
  • Romero Jucá (MDB-RR): Com uma longa trajetória no Senado, Jucá já foi líder no Senado dos governos FHC, Lula, Dilma e agora Temer. Apesar disso, ele ficou em terceiro na disputa. “Infelizmente, por 434 votos, não entramos no Senado. Essa é uma decisão soberana da população, eu respeito, apesar de saber que muitos ataques, muitas agressões, muitas mentiras fizeram com que eu tivesse essa condição de perder votos”, afirmou.

 

Da Redação com G1

Foto: Lula Marques/AGPT

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