Cid Gomes (PDT) falou tudo que o Partido dos Trabalhadores (PT) não queria ouvir. “Lula tá preso. Lula vai fazer o que?”, disse o irmão do ex-presidenciável Ciro Gomes. As falas arrancaram vaias da plateia e Haddad, no mesmo dia, tentou aliviar tudo, dizendo que foi apenas um momento acalorado.

Na quarta-feira (17), Cid tentou reverter a confusão causada dentro dos muros do PT com um vídeo (veja abaixo). O material de 20 segundos tenta mostrar uma imagem de um Cid apaziguador, tranquilo e sensato, bem distante daquele que gritava “O Lula tá preso, babaca” e “Vai perder feio”.

A colunista Andréia Sadi apurou que, após as críticas de Cid no evento do PT, Aloizio Mercadante e Emidio de Souza procuraram o pedetista para colocar “panos quentes” na situação e o resultado é o vídeo divulgado na quarta.

A campanha de Fernando Haddad ainda tem dificuldade de contar com apoios expressivos e explícitos nessa segunda etapa da corrida pelo Palácio do Planalto. Apesar de forçar um visual mais agregador e em prol do diálogo nos guias e peças de campanha, Haddad não recebeu grandes apoios além dos próprios petistas.

O PDT afirmou que faria um apoio crítico ao PT, mas ainda não se viu nada concreto. Pelo contrário, Ciro viajou para os Estados Unidos e Cid fez o que fez. O PSB reuniu os dirigentes, que afirmaram apoio, mas um dos principais nomes do partido, o ex-ministro Joaquim Barbosa negou dar um apoio explícito. No mesmo tom seguiu o ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso, que disse ter boa relação com Haddad, mas nada de declarar voto.

 

Da Redação

Foto: Reprodução

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