Cerca de cinco dias após o Grupo de Lima rejeitar a recém vitória de Maduro ao cargo de presidente, o ditador resolveu se impor no cenário global (que é contra ele), e exigiu que o tal grupo se retificasse, ameaçando tomar “medidas enérgicas” em 48h caso o grupo, formado por 12 países, dentre eles o Brasil, não o fizesse.

Essas medidas enérgicas poderiam envolver até mesmo a expulsão de diplomatas da Venezuela. Vale ressaltar que o tom de voz do ditador aumentava gradativamente, enquanto falava que “o governo da Venezuela tomará as mais urgentes medidas diplomáticas para a defensa da integridade, da soberania e da dignidade da nossa Venezuela”.

Todos os acontecimentos recentes revelam como Maduro está embriagado com o poder. Todo o populismo que elegeu Hugo Chávez foi apenas um instrumento do estado para dominar a população. Mais uma vez, o socialismo revelou que na prática não funciona, e na teoria é “história pra boi dormir”.

É de causar enjôo o fato de Maduro não reconhecer a situação de calamidade do país, que de acordo com a Universidade Católica Andrés Bello (UCAB), 87% da população se encontrava no nível de pobreza há quase dois anos atrás. Com a inflação prevista pelo FMI em dez milhões porcento para 2019, a situação deverá se agravar ainda mais.

Nessa bagunça, até a ONU já se posicionou contra Maduro e o PT ainda mantém o seu apoio incondicional à ditadura. A ironia mesmo, é que o derrotado candidato do PT dizia defender a “liberdade e democracia”. A ausência do partido na posse democrática de Bolsonaro e a presença na posse ditatorial de Maduro apenas revela a mais pura essência do partido que tentou e quase conseguiu finalizar o plano socialista e autoritário no Brasil.

Por: Matteos di Lucca

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Por favor digite o seu nome