O presidente dos Correios, general Juarez Cunha, disse estar estudando métodos que substituam a privatização total dos Correios por uma alternativa que cause menos impacto, como a venda de ações da estatal.

O anúncio de que estaria estudando abrir o capital dos Correios foi feito na semana passada, em um podcast institucional da empresa. Juarez também disse que tinha “argumentos para demonstrar porque é importante para o país manter a empresa pública, inclusive apresentando casos malsucedidos de privatização de correios pelo mundo”.

A vontade do ministro da economia, Paulo Guedes, porém, é outra. O ministro disse que com a privatização, “a empresa ganhará mais liberdade para se modernixar e responder às mudanças no mercado promovidas pelo comércio eletrônico sem a União como controladora”.

De toda forma, a venda de ações dos Correios encontra um obstáculo muito nítido: A estatal está quebrada. Uma auditoria independente promovida pela BDO RCS nas contas da empresa chegou a essa conclusão no ano passado. Não haverá interesse do mercado, portanto, em comprar parcelas de uma empresa cujas contas não fecham.

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