O aumento do salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal foi a maior polêmica da semana. Agindo na contramão do que os brasileiros mostraram nas urnas, o presidente Michel Temer sancionou o aumento e o ministro Luiz Fux pôs fim ao auxílio-moradia (outro dispositivo imoral).

Reuniões oficiais e negociatas nos bastidores cercaram a aprovação do aumento, assim como declarações e entrevistas dos ministros para tentar justificar o merecimento de um reajuste de mais de R$ 5 mil. Entre elas, a fala do presidente do STF, o ministro Dias Toffoli.

“Isso [o reajuste] é resgatar a dignidade da magistratura, do Ministério Público, e a gente não ter que viver com o pires na mão de um auxílio-moradia. Se não tivesse a sanção desse subsídio, o auxílio-moradia ia continuar, vamos jogar francamente. Não adianta querer enfrentar a realidade. A realidade está ali: se cai o auxílio-moradia e não tem subsídio, a magistratura para. Para, acabou. Quem é que vai pôr as pessoas na cadeia? Eles vão se “auto-pôr” na cadeia? Todo poder tem muito poder.”, disse Toffoli.

A resposta veio no dia seguinte, com um vídeo-opinião do jornalista José Nêumanne Pinto: “Eu não quero que esse babaca tenha pena dos desempregados (…). Eu quero que ele tenha o mínimo de juízo para não dizer uma tolice dessa”. “É o privilégio levado ao seu extremo”, conclui Nêumanne.

A indignação do renomado jornalista é a mesma da nação. Virada a página de 2018, o povo brasileiro será responsável por pagar esse aumento e todo o efeito cascata que acontecerá a partir de janeiro de 2019. Temer deixa o Planalto no próximo dia 1º de janeiro de cabeça baixa, como um dos mais irresponsáveis presidentes que o país já viu e Toffoli já assina seu atestado de inconsequente.

 

Da Redação
Foto: Reprodução/Internet e Arquivo/Agência Brasil

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