O dia 18 de outubro tornou-se uma data a ser lembrada por muito tempo como um marco nas fake news eleitorais. Nessa data era veiculada uma reportagem no jornal Folha de São Paulo com a manchete: “Empresas bancam disparos de mensagens anti-PT nas redes”. O ápice da militância jornalística seguiu sem provas ao longo de todo o processo e o jornal virou chacota.

Passados 30 dias, o empresário Luciano Hang – dono da Havan – comemorou o “mesversário” da notícia de uma forma inusitada nas redes sociais. No post, ele aponta que “não vão conseguir provar o que nunca foi feito, mas tentaram enganar todos os Brasileiros”. Veja abaixo. O texto apontava que a campanha de Jair Bolsonaro (PSL) havia sido beneficiada com diversos pacotes de disparos de mensagens anti-PT e atribuía isso à empresários alinhados politicamente ao candidato.

“As empresas apoiando o candidato Jair Bolsonaro (PSL) compram um serviço chamado “disparo em massa”, usando a base de usuários do próprio candidato ou bases vendidas por agências de estratégia digital. Isso também é ilegal, pois a legislação eleitoral proíbe compra de base de terceiros, só permitindo o uso das listas de apoiadores do próprio candidato (números cedidos de forma voluntária)”, diz o trecho da reportagem da Folha.

Hoje faz 30 dias da maior fake news das eleições de 2018. A folha de São Paulo ainda não apresentou as provas do…

Publicado por Luciano Hang en Domingo, 18 de noviembre de 2018

No dia seguinte, Hang afirmou que processaria o jornal. No dia 22 de outubro ele entrou com uma ação na Vara Cível de Brusque, pedindo indenização no valor de R$ 2 milhões por danos morais. Os advogados do empresário lembraram que, apesar dos valores e volume de mensagens “disparadas”, nenhum print ou qualquer outra prova foi apresentada. “Segundo os valores lançados no jornal, um único contrato permitiria o envio de 150 milhões de mensagens. Ainda assim, nenhuma mensagem foi apresentada para embasar a alegação. O periódico simplesmente lança a afirmação de que ‘apurou’ os fatos, sem dizer como ou onde”, afirmam.

O post do dono da Havan replica o pensamento de milhões de brasileiros que viram o processo eleitoral sofrer mais uma tentativa descarada de influência externa. Hang, no Facebook, pergunta “qual o motivo de tudo isto? Quem queriam beneficiar?”. Essa mesma pergunta é feita por diversas pessoas, mas nem surgem respostas, nem provas.

 

Da Redação

Foto: Reprodução/Facebook

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