Conhecida pela atuação durante o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, a jurista Janaína Paschoal foi uma das últimas a discursar durante a Convenção Nacional do PSL, ontem. Paschoal confirmou o convite do PSL para integrar a chapa liderada por Bolsonaro, mas, segundo ela, o convite foi muito recente, e ainda devem acontecer mais conversas até que o convite seja aceito ou negado.

A advogada aproveitou o espaço para fazer um alerta ao partido: “Não se ganha eleição com pensamento único. Não se governa uma nação com pensamento único”. Para ela, o posicionamento contra o PT era também um posicionamento contra o totalitarismo às vezes pregado pelo partido. Paschoal defendeu que o PSL não pode apenas ouvir um “discurso uniformizado”, ou seja, apenas os que pensem exatamente igual, sob o risco de “fazer um PT ao contrário”, destacou.

Janaína Paschoal, que filiou-se ao PSL há cerca de quatro meses, defendeu ainda que a lealdade dela não é com o deputado Jair Bolsonaro, mas com o Brasil e, com isso, estaria disposta a somar “não por um plano de poder, mas por um projeto de país”, enfatizou durante o discurso.

Apesar de afirmar que ainda está dialogando com Bolsonaro sobre o convite para ser vice, Paschoal foi ovacionada pelo público e recebeu mensagens positivas no sentido de uma possível postulação à vice-presidência, inclusive por parte do senador Magno Malta (PR).

 

Da Redação 

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