O presidente Daniel Ortega da Nicarágua atacou fortemente a igreja católica nesta sexta-feira em Manágua durante as comemorações dos 39 anos da revolução sandinista que o colocou no poder.

Ortega não se conforma com o apoio da igreja ao povo nos últimos 94 dias em que o País da América Central se transformou numa praça de guerra com mais de 300 mortos e milhares de feridos pelas forças armadas do governo. Entre as vítimas estão estudantes e indígenas que protestavam nas ruas contra a chamada “ditadura ortega”.

A igreja convocou os fiéis para uma jornada de jejum e exorcismo contra o intransigente governo esquerdista que não quer dialogar com a população e insiste numa repressão desumana e desproporcional contra o povo desarmado.

Repetindo um velho e conhecido chavão da esquerda quando se vê ameaçada em seu projeto de poder, Daniel Ortega disse que os manifestantes são “golpistas”.

A Organização dos Estados Americanos (OEA) condenou a estratégia de Ortega de tentar resolver a crise na base da repressão armada, o secretário geral Luís Almagro disse que o diálogo “é a instancia para resolver aspectos políticos e eleitorais da crise nicaraguense”.

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