O candidato à presidência da República pelo PT, Fernando Haddad, não mais irá pedir “bênçãos” do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está preso desde abril na carceragem da Polícia Federal, após condenação em segunda instância por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá (SP).

Haddad visitava Lula todas as segundas-feiras desde que o ex-presidente foi preso. Essa “submissão”, vista por muitos integrantes da cúpula do PT como danosa, acabou prejudicando o postulante petista, apelidado pela oposição de “poste”, por buscar luz exatamente na contabilidade de votos que o ex-presidente poderia transferir para ele.

Transferência realizada, havendo o teto atingindo, formou-se  consenso que Haddad precisa se concentrar em sua campanha. A presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), disse no início desta semana, que o candidato do partido à Presidência, a pedido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não deve visitá-lo em Curitiba na etapa final do pleito.

De acordo com Gleisi, foi o próprio Lula que determinou a Haddad para concentrar os esforços na campanha. “‘Manda o Haddad fazer campanha, não precisa mais vir aqui’”, disse a presidente do PT repetindo a frase que teria sido dita por Lula. “Estamos com um curto espaço de tempo. Só temos mais duas semanas”, justificou sobre a orientação do ex-presidente. A senadora participou de reunião do diretório nacional da legenda e governadores.

Da Redaçao com UOL

 

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