Marina Silva (Rede Sustentabilidade) e Eduardo Jorge (PV) foram oficializados como candidatos à Presidência e Vice-Presidência da República na manhã deste sábado (4/8) no Minas Hall, no Setor de Clubes Esportivos Norte, em Brasília.

Com a cerimônia, PV e Rede também oficializam a coligação, que se chamará “Unidos para transformar o Brasil”. O ator Marcos Palmeira foi o encarregado de coordenar a convenção.

A cerimônia foi marcada por críticas aos “acordos espúrios” das relações políticas para a obtenção de mais tempo de televisão e também às campanhas que tentam “desmoralizar a biografia” dos outros candidatos para a obtenção de votos.

“Não substituímos a população pelo “centrão”, disparou Marina durante seu discurso. “Não vamos fazer fake news e não vamos destruir biografias”, enfatizou a candidata.

Ela argumentou que a população quer mudar há ano e, por isso, não pode se voltar para a velha política. “Não dá mais para querer mudar e não mudar”, ressaltou. O trecho “Não dá mais” foi repetido diversas vezes, inclusive no telão.

Maria busca “esquecer” o apoio que deu a Aécio Neves em 2014

Marina defendeu que a sociedade não aguenta mais a disputa entre direita e esquerda, que leva o país à mesmice, enquanto a população paga pelos erros de políticas inconsistentes. Ela só não falou ao apoio dado então candidato à presidência da República, Aécio Neves, no pleito de 2014, hoje réu da Lava Jato e membro do “centrão” que ela ataca com veemência.

 

Em 2014, após não conseguir ir para o segundo turno das eleições, disse Marina: “Tendo em vista os compromissos assumidos por Aécio Neves, declaro meu voto e o meu apoio a sua candidatura. Votarei em Aécio e o apoiarei. Votando nesses compromissos, dando um crédito de confiança à sinceridade de propósitos do candidato e de seu partido e, principalmente, entregando à sociedade brasileira a tarefa de exigir que sejam cumpridos”.

Da Redação com Correio Braziliense

 

 

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