O levante popular que exige o fim da ditadura familiar comandada por Daniel Ortega e sua mulher Rosario Murillo na Nicarágua ultrapassa o centésimo dia (começou em 18 de abril) com um saldo estarrecedor: mais de 300 mortos (incluindo a jovem brasileira estudante de medicina Raynéia Gabrielle Lima), 2.000 feridos e 400 presos políticos.

O povo está nas ruas protestando e pedindo a saída imediata de Ortega da presidência porque se sente traído pelo outrora revolucionário que acabou transformando a presidência da Nicarágua numa extensão de sua família. Além da esposa que é vice-presidente, existem irmãos e parentes ocupando os principais cargos do executivo.

Ortega e sua esposa Rosario não aceitam dialogar com a população a quem chamam de “golpista” e reprimem violentamente com força militar os levantes que já se espalham por todo o território daquele país da América Central.

Depois desse monumental banho de sangue que choca a comunidade internacional, a Organização dos Estados Americanos (OEA), através do secretário geral Luis Almagro, com o apoio de 21 países do continente, advertiu Ortega sobre a inviabilidade dele se manter no poder até 2021, data do fim do atual mandato.

Já se comenta a possibilidade de eleições antecipadas com ou sem Ortega no poder, outras fontes informam que o presidente impopular já estaria estudando uma negociação para renunciar ao cargo nos próximos dias.

O certo é que a Nicarágua vive dias de incerteza política, econômica e social. A revolução Sandinista que foi vitoriosa contra a dinastia Somoza em 1979, transformou-se numa ditadura sanguinária comandada pela dinastia Ortega.

 

Da Redação

Foto: Bienvenido Velasco Blanco/EFE/direitos reservados/Agência Brasil

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