Após a inclusão de estados e municípios na Reforma da Previdência ter sido removida do texto da mesma nesta quarta-feira (11) durante sessão na Câmara dos Deputados, o Senado busca resgatá-la.  Segundo o Senador Tasso Jereissati (PSDB), que é relator da proposta na comissão especial da casa, a ideia é voltar a incluir os governos estaduais e municipais através da apresentação de uma PEC paralela. 

O Senador afirmou ainda, após uma audiência pública, que contava com a presença dos governadores do Piauí, do Rio Grande do Sul e do Paraná, que a grande maioria do senado que ouviu falar da PEC é favorável à inclusão dos estados e municípios e ainda disse ser extremamente favorável à medida. 

Além disso, Jereissati também revelou que a PEC conta com o apoio do presidente do Senado e do Congresso, o Senador Davi Alcolumbre (DEM). Apesar disso, admitiu haver relutância dentro da casa.

Os três governadores presentes na audiência juntamente com Jereissati demonstraram preocupação com a exclusão dos estados da reforma e pediram uma retomada da conversa por meio dos Senadores. O Governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), deixou claro que se o Congresso Nacional não tomar conta disso seriam criados 27 problemas (se referindo ao número de estados brasileiros e ao Distrito Federal).

Eduardo Leite (PSDB), o governador do Rio Grande do Sul, destacou que não há como manter apenas os problemas da união como pauta e que se não resolvidos os problemas dos estados e municípios, outros estados vão quebrar e aqueles que não quebrarem terão que ajudar os demais. Wellington Dias (PT), por sua vez, contrariou seu partido e ressaltou o apoio à PEC e à reforma previdenciária. 

Major Olímpio (PSL), o líder do governo Bolsonaro no Senado, indicou que esse apoia a PEC paralela e que o assunto já está sendo discutido com as demais bancadas. 

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