Na manhã desta quarta-feira (17), o Presidente Jair Bolsonaro embarcou para Santa Fé, na Argentina, onde participará da 54° Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul. Esta é a primeira participação do presidente eleito em 2018 em uma reunião de cúpula do grupo. Nesta ocasião, o Brasil assumirá o comando rotativo do Mercosul pelos próximos seis meses seguintes. 

O Bloco, que é formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai é atualmente presidido pelo Presidente da Argentina Mauricio Macri e tem a Venezuela como membro suspenso por tempo indeterminado desde 2016 em decorrência do descumprimento de acordos e tratados do protocolo de adesão.

A reunião desta quarta-feira é a primeira dos chefes de Estado desde o acordo com a União Europeia ter sido anunciado. A intenção do governo brasileiro é dar continuidade às prioridades estabelecidas na gestão argentina.

Acompanhou o presidente nesta manhã uma comitiva formada pelos ministros das Relações Exteriores, da Casa Civil, da Economia e do Gabinete e Segurança Internacional, além do presidente do Banco do Brasil, o embaixador do Brasil na Argentina, o Secretário especial do comércio exterior, o Deputado Federal Hélio Lopes (PSL-RJ) e a intérprete Rachel Bezerra dos Santos. 

O esperado é que alguns anúncios sejam feitos durante a cúpula. A expectativa é que, por exemplo, o acordo que prevê o fim da cobrança do “roaming” internacional em serviços de telecomunicação entre países do Mercosul seja apresentado. 

Outros temas, como o acordo de integração migratória, que visa a compartilhar informações de segurança de migrantes, como antecedentes criminais, também podem avançar na reunião.

Além disso, na reunião, os chefes de Estado do Mercosul ainda poderão assinar um acordo de cooperação consular, cuja ideia é focada para casos de extrema emergência, que um cidadão de um dos países membros do bloco possa recorrer ao consulado dos outros membros.

O governo brasileiro tem como propósito construir um Mercosul enxuto, que continue fazendo sentido e a ter relevância. A valorização, no plano interno, busca a abertura comercial, a redução de barreiras e a eliminação de burocracias.

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