Esse é o grito que ecoa nas ruas da Nicarágua desde abril, mês em que começaram os protestos do povo contra o governo de esquerda de Daniel Ortega (por causa da publicação de um decreto de regulamentação de reforma da previdência, que aumentava as contribuições de empresários e trabalhadores).

Somoza é o sobrenome da dinastia familiar que mandou e desmandou naquele país da América Central por mais de 40 anos e acabou sendo destituída do poder em 1979 pela Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN), que tinha à frente dos guerrilheiros Daniel Ortega.

Sandino (Augusto César) era o trabalhador rural que iniciou a luta contra a ditadura Somoza nos anos 1920 e foi assassinado, pelos Somoza, na década de 1930.
Daniel Ortega, líder da Frente Sandinista, hoje é comparado aos Somoza pelo povo porque traiu a revolução, governa o país com mão de ferro e instituiu o nepotismo na administração pública. A mulher é vice-presidente e os irmãos, primos, parentes e aderentes ocupam cargos estratégicos em ministérios , autarquias e empresas estatais.

Em síntese, essa é a raiz da crise que assola a Nicarágua neste século XXI e que já custou a vida de mais de 300 pessoas (inclusive uma estudante brasileira).
Considerando as últimas declarações de Daniel Ortega (cujo mandato se estende até 2021), que culpa a população pelos conflitos e afirma que as manifestações nas ruas são parte de um “golpe”, a tragédia contemporânea da Nicarágua está muito longe de uma solução.

 

por Ferreira Filho

Foto: (Jorge Torres/Agência EFE/Agência Brasil)

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Por favor digite o seu nome