O Brasil vem amargando mais perdas econômicas.   A produção da indústria caiu em agosto em 6 dos 15 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na comparação com julho.

As maiores quedas foram registradas no Amazonas (-5,3%), Pará (-1,1%), Espírito Santo (-0,9%), São Paulo (-0,9%), Santa Catarina (-0,7%) e Rio de Janeiro (-0,3%). Já as maiores altas foram observadas no Mato Grosso (3,0%), Bahia (2,7%) e Pernambuco (2,6%).

Na média do país, a produção industrial brasileira caiu 0,3% em agosto frente ao mês anterior, conforme anteriormente divulgado pelo IBGE. No acumulado no ano, a indústria tem alta de 2,5%. Em 12 meses, houve perda de ritmo, passando de um avanço de 3,3% até julho para 3,1% até agosto.

Industria paulista foi a mais afetada

Bernardo Almeida, analista do IBGE, informou que desempenho das indústrias regionais acompanharam a nacional diante do cenário de incertezas. “Isso afeta as tomadas de decisões tanto para produção quanto sobre o investimento”, disse.

Segundo Almeida, o principal impacto negativo partiu da indústria paulista, que representa 34% da indústria nacional. A produção industrial em São Paulo recuou 0,9% na passagem de julho para agosto. “O que levou a essa queda foi o setor de derivados do petróleo”, apontou o pesquisador. Ele lembrou o incêndio que atingiu a refinaria de Paulínia, prejudicando a produção do setor naquele mês.

O pesquisador destacou, também, que a indústria de São Paulo operava 18,5% abaixo de seu maior pico mais alto de produção da série histórica, iniciada em 2002, registrado em março de 2011. Em contrapartida, está 13,2% acima do ponto mais baixo, observado em julho de 2003. “Ou seja, a indústria paulista opera mais perto de seu patamar mínimo que do máximo”, disse.

 

Da Redação com G1

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