As pesquisas em Minas Gerais apontavam para mais um estado polarizado na disputa PSDB versus PT. Até a véspera do dia do voto, Antônio Anastasia (PSDB) tinha 40% das intenções de voto, enquanto Fernando Pimentel (PT) ficava com 29%, apontavam os votos válidos da pesquisa Datafolha*. Algumas indicavam até vitória dos tucanos no primeiro turno, apontando uma migração de votos para o primeiro colocado – o chamado “voto útil”, quando algum eleitor vota em quem teoricamente já está ganhando.

Quando as urnas foram abertas, o cenário era outro. Romeu Zema, que estava em terceiro e começou a corrida pelo governo mineiro com apenas 5%, ficou em primeiro, com 42,73%. O senador Antônio Anastasia teve 29,06% e Fernando Pimentel, atual governador, ficou em terceiro, com 23,12%. Os mineiros apostaram na terceira via e levaram Zema para o segundo turno.

Com uma trajetória empresarial de sucesso e pautas bem definidas com o liberalismo, a meritocracia e a mudança na política, Romeu Zema deve ser o primeiro governador eleito pelo Novo no Brasil.

Proprietário do Grupo Zema, o empresário apontou em entrevista que decidiu entrar na política depois de diagnosticar que os empresários tem parcela de culpa na atual situação do país. “Sempre atuamos de duas maneiras na política: na promiscuidade, como as grandes construtoras, ou totalmente ausentes, como era o meu caso. São duas posturas condenáveis”, afirmou.

Com ideias inovadoras, apesar do pouco tempo na propaganda eleitoral gratuita, Zema correu como terceira via, levantando a bandeira da mudança e se opondo às forças tradicionais do PSDB e do PT que dominam Minas Gerais há vários anos. Favorito na disputa pelo Palácio da Liberdade – sede do governo mineiro – o candidato do Novo aponta o liberalismo como a saída para um novo capítulo na política econômica.

Um eventual governo Zema em Minas já teve bons reflexos na economia do estado com a valorização das ações da Cia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) e Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), que subiram cerca de 15% na B3 (bolsa de valores oficial do Brasil). Segundo o candidato, o foco inicial é profissionalizar e enxugar essas empresas. “Quero deixá-las totalmente profissionalizadas, enxutas. Pela primeira vez, será presidente da Cemig e da Copasa quem está lá há 15 ou 20 anos, e não um deputado, como tem acontecido”, afirmou em entrevista recente ao Infomoney.

 

*Registro: MG-08940/2018

 

Da Redação

Fotos: Reprodução/Facebook

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