A confirmação do cenário para o segundo turno colocou os partidos em alerta para costurar os apoios. Com uma eleição marcada pela polarização entre os candidatos do PSL e PT, Jair Bolsonaro e Fernando Haddad, respectivamente, os diretórios nacionais passaram ainda na noite do voto (7) a preparar o terreno para reuniões e apoios.

Até o fechamento desta reportagem alguns partidos já haviam confirmado qual será o posicionamento para a segunda etapa da corrida pelo Palácio do Planalto. O PSOL foi o primeiro a decidir e optou por ficar ao lado do PT de Lula e Fernando Haddad. O Novo, em comunicado, afirmou: “O Novo não apoiará nenhum candidato à Presidência, mas somos absolutamente contrários ao PT, que tem ideias e práticas opostas às nossas”. Apesar da neutralidade, a declaração aponta os eleitores do partido para um apoio a Bolsonaro.

O PP também declarou neutralidade, apesar disso, a senadora Ana Amélia, ex-candidata a vice-presidente na chapa de Geraldo Alckmin, afirmou nas redes sociais que apoiará Jair Bolsonaro. “Não quero que o país corra o risco da volta do PT ao poder. Por essas razões, seguirei a decisão do PP/RS, apoiando no segundo turno a candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência da República!”, confirmou a senadora do PP-RS (veja o post abaixo). O PSDB afirmou em nota que fará reuniões durante a terça (9) para definir o apoio. Em coletiva, o candidato ao governo de São Paulo, João Dória, afirmou ainda que vai apoiar pessoalmente o candidato do PSL.

A Rede, de Marina Silva, se reuniu na noite da segunda-feira (8), mas ainda não declarou se apoiará algum dos dois candidatos. Marina, no entanto, afirmou que estará na oposição “independentemente de quem seja o vencedor”. O partido do vice dela, Eduardo Jorge (PV), ainda não declarou apoio. O Democracia Cristã, que teve Eymael como candidato, deve anunciar o apoio ainda na terça.

O presidente do PDT, Carlos Lupi, afirmou que a sigla discutirá um “apoio crítico” a Haddad. Eles devem se reunir internamente e com o candidato do PT nos próximos dias. Romero Jucá, líder do MDB, chega em Brasília na quarta-feira (10) para começar as reuniões do partido. Em nota, a legenda afirmou que vai se posicionar até o fim de semana. O PSTU também deve se reunir na quarta. PPL e PSB fazem reuniões na terça. O Podemos, do candidato Álvaro Dias, foi o único que não deu data para a definição de apoio no segundo turno.

 

Da Redação

Foto: Ricardo Stuckert/Tânia Rêgo

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